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Lendo Garimpo ilegal ameaça terra indígena em Borba
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Cidades

Garimpo ilegal ameaça terra indígena em Borba

Redação
Atualizado em 2025/02/06 at 9:57 AM
Redação 1 ano atrás
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Empresário lavou mais de R$217 milhões em ouro ilegal no Amazonas
(Foto: Divulgação PF)
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O Ministério Público Federal (MPF) requisitou da Polícia Federal a instauração de inquérito para investigar a existência de um garimpo ilegal na Terra Indígena Setemã, em Borba. Denúncias encaminhadas por lideranças indígenas relataram a presença de balsas garimpeiras no Rio Madeira e ameaças contra a comunidade. 

As informações preliminares foram obtidas pelo MPF no curso de procedimento administrativo instaurado pelo 2º Ofício da Amazônia Ocidental, especializado no enfrentamento à mineração ilegal nos estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima. O procedimento acompanha as ações interinstitucionais de prevenção e repressão à exploração ilegal de minérios na região do Rio Madeira. A apuração também inclui o monitoramento dos impactos ambientais e sociais da atividade clandestina, além da análise dos resultados da Operação Prensa, deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2024.

O MPF reuniu provas, incluindo vídeos e fotografias que confirmam a presença das embarcações e o impacto ambiental causado pelo garimpo ilegal. As diligências requisitadas à Polícia Federal envolvem a prisão em flagrante dos responsáveis, a apreensão ou destruição das balsas e a oitiva das lideranças indígenas e demais testemunhas. O MPF enfatizou a urgência da atuação das autoridades, considerando os riscos de conflito e a degradação ambiental em curso.

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Lideranças indígenas informaram que a presença das embarcações não autorizadas ocorre anualmente, no entanto, não é reprimida pelas autoridades competentes, seja pela insuficiência de operação ou pela completa ausência dos órgãos fiscalizadores. 

Além disso, foi mencionado na representação um distanciamento entre a comunidade e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), tanto no sentido logístico quanto de comunicação. Os indígenas ressaltam que a comunidade necessita de apoio das autoridades competentes para coibir a presença de embarcações garimpeiras na TI Setemã, especialmente na Ilha do Jacaré.

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