Manaus começou a ganhar, neste fim de semana, um novo parque verde às margens do Encontro das Águas, que vai reunir tecnologia e preservação ambiental em um mesmo espaço. Uma área de 6.500 m2, que fica localizada na Estação de captação de água da Ponta das Lajes, na Colônia Antônio Aleixo, será reflorestada através de uma parceria entre entidades. 

Cerca de 160 mudas de espécies como jatobá, peroba, andiroba, sumaúma, ipê, abiu, mogno e cumaru foram plantadas no espaço, que deverá receber cerca de 800 mudas nos próximos meses. Todas as árvores plantadas no local serão monitoradas pelo aplicativo Tree Earth, que realiza o controle de mudas plantadas no Amazonas. Através do georreferenciamento, será possível acompanhar a evolução da muda pelo celular, na palma da mão. 

Cerca de 160 mudas de espécies como jatobá, peroba, andiroba, sumaúma, ipê, abiu, mogno e cumaru foram plantadas no espaço.

O parque é fruto de uma parceria entre o Instituto Soka Amazônia, concessionária Águas de Manaus, Consulado do Japão em Manaus e a Prefeitura de Manaus, através do programa “Manaus Verde”. O Instituto Soka forneceu as mudas que foram plantadas no espaço e vai acompanhar o desenvolvimento das espécies. A instituição fundada a mais de 30 anos e estabelecida em 2014 como uma organização não governamental de cunho ambiental, têm a missão difundir a visão humanística de seu fundador, Dr. Daisaku Ikeda, em prol da integridade ecológica da Amazônia.

Ocupando uma área “vizinha” ao Instituto com a captação de água no complexo da Ponta das Lajes, que fornece água tratada para as zonas Leste e Norte da capital, a Águas de Manaus cedeu a área para o reflorestamento e diversos funcionários da empresa foram voluntários no plantio inaugural de árvores neste fim de semana.

O parque é fruto de uma parceria entre o Instituto Soka Amazônia, concessionária Águas de Manaus, Consulado do Japão em Manaus e a Prefeitura de Manaus.

A ideia é que, além da revitalização da área verde no local, o parque vire uma matriz de coleta de sementes, que serão utilizadas na produção de novas mudas. Assim, além dos diversos benefícios inerentes ao plantio, este local servirá também como um refúgio ampliado para a fauna fornecendo abrigo e alimentos.

PARCERIA

Representantes de diversas entidades participaram do lançamento do Parque. Entre eles, o Cônsul Geral do Japão em Manaus, Masahiro Ogino. “Acredito que o Japão seja o país mais consciente do mundo na relação entre o verde e a água. Por isso, apoiamos projetos e práticas como essa, que valorizam os recursos naturais da Amazônia”, destacou. 

Para o diretor-presidente da Águas de Manaus, Thiago Terada, além de embelezar o entorno de um dos cartões postais de Manaus, o parque reforça o compromisso ambiental que a empresa possui com a cidade. “Estamos plantando o futuro aqui. Essas árvores estarão desenvolvidas daqui dez, vinte anos e são nossos filhos que vão colher, literalmente, esses frutos. Um dos propósitos da Águas de Manaus é ir além da prestação do serviço. Queremos cuidar da cidade, com ações que melhorem o presente e o futuro dos moradores da capital”, disse.

Representantes de diversas entidades participaram do lançamento do Parque. Entre eles, o Cônsul Geral do Japão em Manaus, Masahiro Ogino.

MONITORAMENTO NO CELULAR

 Todas as árvores plantadas no espaço serão monitoradas pelo aplicativo “Tree Earth”. Ao plantar a muda, os voluntários registraram fotos, geolocalização e o nome da espécie. Com esses dados, é possível acompanhar e registar, via app todo o processo de desenvolvimento da árvore. O “Tree Earth” foi lançado em outubro, em uma iniciativa do Instituto Soka em parceria com a empresa VS Academy, Fundação Rede Amazônica e Faculdades Idaam.

A ideia é que, além da revitalização da área verde no local, o parque vire uma matriz de coleta de sementes, que serão utilizadas na produção de novas mudas.

“Identificamos a necessidade de registro tecnológico do plantio das mudas na cidade e desenvolvemos o APP. A partir desta ideia inicial, agregamos outras funcionalidades no aplicativo, como o cálculo de consumo e resgate de carbono. Quem plantou a muda consegue acompanhar todos os processos e seguir contando essa história. A tecnologia é algo muito benéfico, mas, para que ela realmente transforme nossas vidas, precisamos trabalhar em conjunto com empresas, instituições científicas, universidades e com a boa vontade de todos. Quando conseguimos reunir todos os pilares, nascem ideias como esse  novo parque para a cidade”, disse Vicente Tino, diretor do Idaam e CEO da VS Academy.

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