O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), participou, nesta terça-feira (14/12), no estado de Rondônia, do lançamento oficial do projeto da Zona de Desenvolvimento Sustentável (ZDS) Abunã-Madeira, que possui a proposta inovadora de conciliar sustentabilidade e desenvolvimento da Amazônia.

O lançamento contou com a presença do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão; o superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Algacir Polsin; a superintendente de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), Louise Caroline Low; o governador do Acre, Gladson Cameli; o governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha; e o secretário da Sepror, Petrucio Magalhães Júnior, representando o governador Wilson Lima. 

O projeto propõe estabelecer um cinturão de proteção da floresta, com a oferta de alternativas para os desafios socioeconômicos da população (FOTOS: Divulgação/Sepror ).

“Nosso governador Wilson Lima tem defendido nos quatro cantos por onde anda, que não abre mão da nossa sociobiodiversidade, do ativo da nossa floresta em pé. Mas que também não pode abrir mão de preservar o cidadão que vive na Amazônia. Somos o estado que mais preservou a nossa floresta, 97% está intacta, contudo mais de 50% da população vive na linha da pobreza, segundo dados oficiais do IBGE”, ressaltou Petrucio. 

A ZDS Abunã-Madeira engloba 32 municípios localizados no sul do Amazonas, leste do Acre e noroeste de Rondônia, cuja área total é de 454.220 quilômetros quadrados (km²) e com população estimada para 2020 de, aproximadamente, 1,8 milhão de habitantes.   

O projeto propõe estabelecer um cinturão de proteção da floresta, com a oferta de alternativas para os desafios socioeconômicos da população. A ideia é potencializar as vocações produtivas e econômicas locais, bem como os recursos humanos.

A ZDS Abunã-Madeira engloba um total de sete municípios do sul do Amazonas: Humaitá, Apuí, Boca do Acre, Canutama, Lábrea, Manicoré e Novo Aripuanã. 

Histórico – Originalmente, o projeto da ZDS Abunã-Madeira foi chamado de “Amacro” pelos seus primeiros idealizadores. Esse esforço inicial levou à cooperação técnica entre a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), com o apoio de outras instituições, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e secretarias dos três estados envolvidos – Amazonas, Acre e Rondônia.

A sustentabilidade ambiental é o “guarda-chuva” de todas as ações na ZDS, sob o qual estarão dois eixos fundamentais e estratégicos de atuação: O Desenvolvimento Produtivo (Bioeconomia, Turismo, Agronegócio, Indústria) e Infraestrutura Econômica e Urbana (Logística e Transporte, Energia, Telecomunicações). Além disso, a Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), a Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC), e ações de capacitação, serão ferramentas que perpassam todas as ações, servindo de base para os dois eixos de atuação. 

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