A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (Deccor), deflagrou, ao longo da manhã desta sexta-feira (10/12), a Operação Laqueadura, que resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão, pelos crimes de corrupção passiva e associação criminosa, envolvendo ilegalidade em procedimentos cirúrgicos em um hospital público da capital amazonense.

Durante coletiva de imprensa, realizada nas dependências da Delegacia Geral (DG), na avenida Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro, zona centro-oeste de Manaus, o delegado-geral adjunto da PC-AM, Tarson Yuri Soares, enfatizou o trabalho realizado pelas equipes da Deccor, na desarticulação desta associação criminosa que cobrava, indevidamente, cirurgias de laqueadura em uma unidade pública hospitalar.

Delegado Tarson Yuri Soares (FOTOS: Erlon Rodrigues/PC-AM).

“Estamos aqui para apresentar mais um trabalho exitoso deflagrado pelos nossos policiais. A missão da Polícia Civil é atuar no combate aos crimes cometidos no nosso Estado, e entre eles está a corrupção”, disse Soares.

De acordo com o delegado Guilherme Torres, titular da Deccor, os alvos da operação foram uma médica, de 51 anos; e duas jovens, de 21 e 24 anos, que trabalhavam para ela. As ordens judiciais foram cumpridas nas residências das infratoras, localizadas nas zonas leste e centro-oeste de Manaus.

“Estávamos há dois meses investigando e descobrimos que elas eram responsáveis por procurar mulheres interessadas em realizar o procedimento de laqueadura. A partir disso, a médica, que era lotada em um hospital do Estado, em contato com as pacientes, fazia a cobrança de um determinado valor para que a cirurgia fosse realizada”, informou Torres.

Delegado Guilherme Torres (FOTOS: Erlon Rodrigues/PC-AM).

Ainda conforme a autoridade policial, no decorrer das investigações, os policiais chegaram à identificação das três mulheres, momento em que foi solicitado à Justiça pelos mandados de busca e apreensão para o endereço das envolvidas. As ordens judiciais foram expedidas no dia 3 de dezembro deste ano, pelo juiz Rafael Rocha Lima, da Central de Inquéritos.

O titular da unidade especializada de polícia contou que, até o momento, foram identificadas três mulheres vítimas das cobranças praticadas pelas autoras. “Elas cobravam cerca de R$ 2 mil por cada procedimento. Iremos continuar com as investigações, para verificar se existem outras vítimas”, afirmou.

Nota – A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) esclarece que a direção da unidade em que a médica atua abriu processo para apurar a conduta da profissional, a fim de aplicar as sanções administrativas legais. A secretaria ressalta ainda que vai acompanhar e colaborar com as investigações.

Procedimentos – Todas as envolvidas irão responder por corrupção passiva e associação criminosa, e ficarão à disposição do Poder Judiciário.

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