A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), investiu mais de R$ 158.839.463 em três anos – 2019 a 2021 – na manutenção do estoque de medicamentos contra o câncer. Foi garantido o tratamento de mais de 14,9 mil novos pacientes, além dos já atendidos pelo serviço de Farmácia.

Segundo o diretor-presidente da FCecon, mastologista Gerson Mourão, o hospital investiu no tratamento de câncer, por exemplo, em terapias orais, que melhoram a qualidade de vida do paciente e promovem o processo de desospitalização. Ele disse que foram feitos investimentos também em quimioterapia e imunoterapia – induz o organismo a combater as células cancerígenas.

“Em 2021, por exemplo, o hospital realizou, até outubro, mais de 117 mil procedimentos nos tratamentos ambulatoriais, como radioterapia, quimioterapia e hemoterapia, e mais de 2 mil cirurgias. De forma direta e indireta, essas ações exigem a colaboração do serviço de Farmácia na dispensação de medicamentos para atender aos nossos pacientes. Isso é apenas uma pequena parcela do conjunto de atividades que realizamos”, destacou Mourão. 

Pandemia – A compra de medicamentos por um hospital público, frisou Mourão, é complexa e sua execução envolve profissionais de diferentes áreas – Farmácia, Financeiro, Compras, Contratos, Almoxarifado. Assim, se alguma etapa atrasa ou falha, todas são afetadas. Entretanto, segundo ele, a FCecon não deixou de ofertar nenhum tratamento aos pacientes assistidos pelos serviços. 

“A pandemia de Covid-19 gerou entraves no processo de compra de alguns medicamentos, especialmente os produzidos fora do país. Houve falta de matéria-prima para produção de fármacos, indisponibilidade de voos entre os continentes, aumento no custo do produto final, bem como no transporte. Mas conseguimos manter o tratamento dos pacientes”, informou Mourão.

Estoque – De acordo com o gerente do serviço de Farmácia, farmacêutico Kácio Felipe Silva Souza, a manutenção do estoque de medicamentos foi possível porque o setor dispõe de um indicador chamado Consumo Médio Mensal. Ele explicou que o índice permite realizar a média de consumo de cada um dos medicamentos padronizados no arsenal terapêutico do hospital.

Alto custo – O tratamento contra o câncer, destacou Kácio Souza, é caro e envolve a aquisição de medicamentos de alto custo. Segundo ele, do total de recursos utilizados em fármacos, mais de 80% são de alto custo, por exemplo, Brentuximab Vedotina e Pembrolizumabe, que são os mais caros adquiridos pela Fundação.

“O Brentuximab é indicado para o tratamento de pacientes adultos com Linfoma de Hodgkin (LH) CD30+ estágio IV, com risco aumentado de recidiva ou progressão após transplante autólogo de células tronco. O Pembrolizumabe é indicado para o tratamento de pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) em estádio avançado, conforme determinado por exame validado, e que tenham recebido quimioterapia à base de platina”, explicou Kácio Souza.

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