Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), divulgou nesta segunda-feira, 6/12, o resultado do 2º Diagnóstico de Infestação do Aedes aegypti de 2021, realizado no mês de novembro. O resultado aponta que Manaus apresenta um Índice de Infestação Predial de 2,5%, permanecendo em médio risco para as doenças transmitidas pelo mosquito (médio risco compreende valores entre 1,0 e 3,9).

Em comparação com os resultados do 1º Diagnóstico de Infestação de 2021, realizado em junho, Manaus registrou uma redução no número de bairros considerados de alta vulnerabilidade, saindo de 25 para 14 bairros no 2º Diagnóstico.

“Ainda é uma situação que preocupa, mas o resultado do diagnóstico mostra que as ações de controle do Aedes aegypti, executadas pela Semsa nos últimos meses, tiveram impacto positivo. E o diagnóstico é realizado exatamente para levantar informações atualizadas e identificar os pontos mais críticos. A partir daí, a Prefeitura de Manaus pode planejar e executar ações pontuais e eficientes. Com os novos dados, as ações já estão sendo intensificadas, com prioridade para os bairros de maior risco, o que vai evitar um aumento no número de casos de doenças entre a população”, afirma a titular da Semsa, Shádia Fraxe.

Para execução do diagnóstico, foram vistoriados 26.644 imóveis selecionados por amostragem em todos os 63 bairros de Manaus, envolvendo 286 profissionais, com visita domiciliar para buscar, identificar e coletar formas imaturas (larvas) do mosquito, bem como eliminar e tratar os potenciais criadouros do mosquito.

Para chegar ao diagnóstico de nível de vulnerabilidade, o levantamento do índice de infestação foi agregado com informações sobre a ocorrência de casos notificados de zika, chikungunya e dengue, e os tipos de depósitos predominantes, definindo as áreas prioritárias para a intensificação das ações de controle do mosquito no município de Manaus.

Os bairros caracterizados como de alta vulnerabilidade são: Japiim, Parque 10 de Novembro e Flores (zona Sul); Tarumã, Santo Agostinho, Nova Esperança, Alvorada e São Jorge (zona Oeste); Cidade Nova, Nova Cidade e Cidade de Deus  (zona Norte); e Coroado, São José e Gilberto Mestrinho (zona Leste).

Os bairros em situação de média vulnerabilidade são: Morro da Liberdade, Betânia, Centro, Chapada, Adrianópolis, Nossa Senhora das Graças, Colônia Oliveira Machado, Petrópolis, São Francisco, Crespo,, Aleixo, São Lázaro e São Geraldo (zona Sul); Tarumã Açú, Lírio do Vale, Planalto, Redenção, Bairro da Paz, Dom Pedro, Vila da Prata, Compensa, Glória, Santo Antônio e São Raimundo (zona Oeste); Novo Aleixo, Colônia Terra Nova e Colônia Santo Antônio (zona Norte); Tancredo Neves, Jorge Teixeira, Colônia Antônio Aleixo, Armando Mendes, Zumbi, Mauazinho, Puraquequara e Distrito Industrial II (zona Leste).

Em situação de baixa vulnerabilidade estão os bairros: Distrito Industrial I, Vila Buriti, Nossa Senhora de Aparecida, Praça 14, Cachoeirinha, Presidente Vargas, Educandos, Raiz e Santa Luzia (zona Sul); Ponta Negra (zona Oeste); Lago Azul, Novo Israel, Santa Etelvina e Monte das Oliveiras (zona Norte).

Depósitos

O diagnóstico de infestação do Aedes aegypti também apontou que os tipos de depósitos que mais têm contribuído para a proliferação do mosquito em Manaus são os recipientes classificados como tipo D2, o que inclui lixo, recipientes, garrafas, latas e ferro velho, que apresentaram 38% do total de depósitos encontrados.

Em segundo lugar, com um índice de 24,3%, estão os depósitos tipo B, que são os chamados depósitos móveis (vasos, frascos com água, pratos, pingadeiras, bebedouros, entre outros). Já os depósitos tipo A2 de armazenamento de água para consumo em nível de solo (tambores, tonéis ou camburões, barril, tina etc.), representaram 23,4%.

Segundo a gerente de Vigilância Ambiental da Semsa, enfermeira Alinne Antolini, os dados mostram a necessidade de ações em três áreas, iniciando com o fortalecimento da parceria com outras secretarias municipais em ações direcionadas para a destinação do lixo.

“Mas também mostra a importância da participação mais efetiva da população nas ações de controle do Aedes, especialmente na eliminação de criadouros encontrados nas residências, e da intensificação das ações de distribuição de capas para os depósitos de água no nível do solo, assim como estratégias de educação em saúde para orientar a população”, indica Alinne Antolini.

Casos

Entre janeiro e novembro de 2021, o município de Manaus registrou 3.808 casos confirmados de dengue, sendo que 3.053 foram notificados no primeiro semestre do ano. Também houve o registro este ano de 58 casos confirmados de zika e 49 de chikungunya.

O chefe do Núcleo de Controle da Dengue da Semsa, Alciles Comape, explica que o alto número de casos de dengue, no que se refere ao controle do Aedes, tem sido a principal preocupação este ano na rede municipal de saúde, que executou diversas ações de prevenção e controle, colaborando para a redução o número de casos no segundo semestre.

“Porém, é importante alertar que o período de novembro a maio é considerado epidêmico para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, justamente pelo maior volume de chuvas, que resulta em um maior acúmulo de água e favorece a proliferação do mosquito. As ações de prevenção e controle já estão sendo intensificadas em Manaus, tanto no controle do mosquito, quanto nas ações de Educação em Saúde, com especial atenção para os locais identificados como de maior vulnerabilidade”, afirma Alciles Comape.

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