Considerada a principal vitrine do agronegócio da cidade, a Exposição Agropecuária de Parintins (Expopin) iniciou sua edição deste ano no domingo (28/11), com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) e suas vinculadas (Idam, Adaf e ADS). O evento vai movimentar a economia durante oito dias de atividades, segundo os organizadores no município, distante 369 quilômetros da capital.

Além de cursos, exposição de animais, concursos, negócios voltados ao setor agropecuário e entretenimento à população, a feira movimenta a economia com centenas de oportunidades no mercado informal.

O evento vai movimentar a economia durante oito dias de atividades, segundo os organizadores no município, distante 369 quilômetros da capital (FOTOS: Tizziana Barbosa/Sepror).

O evento deste ano tem 53 expositores cadastrados, além de 60 vendedores ambulantes que podem circular livremente pela feira para realizar as vendas de seus produtos, e parques infantis. Uma das preocupações da edição deste ano foi realizar um evento mais técnico e comercial, para aumentar as oportunidades de relacionamentos entre expositores, vendedores e público, ampliando o ambiente de negócios em todos os setores.


Segundo o presidente da Associação dos Pecuaristas de Parintins (APP) e coordenador do evento, Telo Pinto, há mais de um ano o setor primário sofre as consequências da Covid 19 e a economia da cidade viveu sob os sentimentos de incerteza e dúvida a respeito de quando poderiam retornar às atividades, paralisadas desde o início da pandemia.

“Temos o mercado informal, com lanchonetes, bares, restaurantes, ambulantes, mototáxis, taxistas da cidade. Toda essa cadeia é envolvida nesse evento e não tenho dúvida que a Expopin movimenta significativamente a economia da cidade. De acordo com o último questionário socioeconômico, feito em 2019, chegou a quase R$ 5 milhões a movimentação no  mercado informal durante a semana de evento, de forma a contribuir com que as pessoas tenham emprego e renda, e assim, melhorem a sua renda familiar, que ficou comprometida durante a pandemia”, disse o presidente.

(FOTOS: Tizziana Barbosa/Sepror).

Oportunidade – Algodão doce, balas e flal (também conhecido como dindim), são as únicas fontes de renda do vendedor ambulante Cristiano Farias, que perdeu o emprego formal e agora está aproveitando o retorno de grandes eventos e a participação do grande público para começar a recuperar suas finanças.

“É uma opção muito boa para nós vendedores ambulantes, já que vamos aproveitar esses dias para tirar o sustento da nossa família, amenizando um pouco mais o nosso sofrimento. Estou muito feliz, porque já fiz boas vendas, e ao menos dois dias de alimento já estão garantidos”, disse o ambulante.

Para o comerciante Elizeu Inomata, que abriu um estande de alimento na Feira, retomar a exposição da cidade, depois de dois anos parado, é motivo de orgulho e alívio.

“Para nós é muito importante retornar à exposição de Parintins, depois de dois anos parado devido a pandemia. É muito bom ver o povo parintinense trabalhando, correndo atrás do seu sustento. Graças ao apoio do Governo, já que passamos por situações muito difíceis, e vendo isso tudo aqui, temos certeza que as coisas e a economia vai melhorar”, destacou o vendedor.

O escultor em cimento, Alex Santana, falou da felicidade de poder retornar ao evento, já garantindo o sucesso de vendas logo no primeiro dia.

“Dois anos que não houve a exposição, e aos poucos tudo está voltando ao normal. Estamos aqui na Expopin, apresentando nossos trabalhos, e já saiu bastante peça agora de manhã. Pensei que fosse ser diferente, mas graças a Deus já saiu bastante peça agora”, falou o escultor.

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