O governador Wilson Lima destacou, nesta segunda-feira (22/11), durante a inauguração do Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas do Amazonas, a participação do Estado na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021, realizada em Glasgow, na Escócia. Para ele, a COP26 foi uma oportunidade para fortalecer parcerias.

Os representantes do Estado participaram de uma série de agendas para apresentar projetos e compromissos assumidos pelo Governo do Amazonas. Na conferência, houve o fortalecimento da parceria do Governo do Amazonas com o Governo Federal.

O Estado tem firmado novas colaborações para estender o alcance do Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (Amazon Sustainable Landscapes/ASL), que atuará na estruturação da governança nos Sítios Ramsar do rio Negro e do rio Juruá, no Amazonas.

(FOTOS: Herick Pereira/Secom).

O Ministério das Relações Exteriores aprovou as negociações diretas entre Alemanha e Amazonas, para projetos de estruturação de cadeias produtivas sustentáveis e bioeconomia no estado. O empréstimo é de €$ 50 milhões e a doação de €$ 4,5 milhões.

O Estado do Amazonas foi oficialmente habilitado para acesso e captação de pagamentos por resultados de redução de emissões provenientes do desmatamento pela Comissão Nacional para REDD+ (Conaredd).

Durante a COP26, o Governo do Amazonas aderiu à campanha “Race to Zero”, no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CQNUMC/UNFCCC), que tem como meta zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050 (Decreto No 44.716/2021).

Compromissos assumidos para atingimento da meta voluntária de neutralização de emissões até 2030 são:

● Elevar a meta de redução do desmatamento para 7,5% por ano, no âmbito do Plano Estadual de Prevenção e Combate ao Desmatamento e Queimadas do Amazonas (PPCDQ-AM).

● Reduzir, também, 30% as emissões de queimadas florestais resultantes do desmatamento.

● Implementar 450 mil hectares de sistemas intensivos de Interação Lavoura Pecuária Floresta (ILPF), em áreas de pastagens, na ordem de 50 mil hectares por ano.

● Expandir a meta de regularização ambiental do PPCDQ-AM, para além dos municípios prioritários, incluindo todos os municípios do Amazonas, promovendo um aumento de 50% da conservação de florestas em regeneração no Estado.

● Fomentar o Manejo Florestal Sustentável (MFS), ampliando a área de floresta nativa manejada em 1 milhão de hectares.

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