A Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), realizou, nesta quinta-feira, 5/8, a cerimônia de reabertura do Centro Cultural Óscar Ramos, instalado nas casas 69 e 77, da rua Bernardo Ramos, no Centro Histórico de Manaus. O local reabre seguindo todos os protocolos de segurança sanitária, contra a Covid-19, com agendamento de visitação a partir da próxima segunda-feira, 9, pelo site vivamanaus.com.

Ambas as casas são consideradas como as mais antigas da cidade, e abrigam o museu que contém o acervo de um dos principais artistas amazonenses, Óscar Ramos, que morreu em junho de 2019. Obras como pinturas, escritos, produções, croquis, objetos pessoais, cartazes de cinema, capas de discos, mobílias utilizadas por Óscar, e capas de LPs, estão entre os artigos e objetos expostos no local.

Construídas em 1819, as casinhas, feitas à base de taipa – barro e madeira – e pedra, figuram entre as primeiras moradias de Manaus e carregam em sua arquitetura uma parte da história da cidade, do período colonial.

De acordo com o diretor-presidente da Manauscult, Alonso Oliveira, o espaço passou por reparos para receber a população, seguindo todos os critérios sanitários contra a Covid-19.

“Estamos reabrindo um dos espaços culturais mais importantes da nossa cidade, que guarda a obra de um dos maiores nomes da arte contemporânea do Brasil, e neste período em que o local ficou fechado para visitação, por conta da pandemia, realizamos uma série de reparos, seguindo a determinação do prefeito David Almeida, e reafirmando o compromisso de trabalhar para promover e oportunizar o acesso às artes na cidade de Manaus”, salienta.

A casa 77 reabre ao público com parte do “Acervo de Arte Municipal da Coleção Pedra Fundamental”, que conta com obras de artistas renomados como Jair Jacqmont, Jandr Reis, Hellen Rossy, Buy Chaves, Marcos Romano, Nelson Falcão e Sebastião Alves.

Conforme o presidente do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), Tenório Telles, a reabertura do espaço celebra a história ímpar do artista, além de possibilitar o acesso às artes plásticas.

“Óscar Ramos é um dos artistas mais singulares do Amazonas. Sua obra tem projeção nacional. A reabertura do centro cultural em sua homenagem é um gesto de reconhecimento e valorização artística de Manaus. E também uma oportunidade de acesso às artes plásticas para a juventude de nossa cidade”, observa Telles.

A gestora do Centro Cultural Óscar Ramos, Monik Ventilari, comenta que a reabertura do espaço representa um marco para a cidade, além de divulgar os trabalhos dos artistas locais.

“O acervo do centro cultural, contempla cinema, criação, figurinos, fotografias, objetos pessoais, além das artes visuais, com obras do artista que difundiu o Amazonas para o mundo nas mais diversas mídias, e o acervo traz também obras da futura Pinacoteca de Manaus incentivando, promovendo e preservando os trabalhos dos artistas da nossa cidade”, explica a gestora.

Antônio Ramos, primo do homenageado, fala da sensibilidade dos gestores municipais com o espaço.

“Estou feliz em ver o centro cultural reaberto novamente, porque o Óscar Ramos era uma pessoa muito generosa com os artistas, ele repassava essas experiências profissionais, por isso essa admiração dos artistas por ele, era uma pessoa que rodou o mundo e conheceu grandes artistas, ele merece essa homenagem, e eu como familiar, estou agradecido pelo trabalho da Prefeitura de Manaus”, pontua.

Óscar Ramos

Óscar Ramos nasceu em Itacoatiara – a 269 quilômetros de Manaus – e é considerado um dos principais nomes das artes visuais no Brasil, tendo, inclusive, realizado trabalhos com grandes nomes da música brasileira, assinando capas de discos de Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilberto Gil e Gal Costa, por exemplo, além de trabalhos premiados no exterior. Ramos possui uma longa trajetória, composta por mais de 60 anos de produção, marcada pelo experimentalismo de apelo universal.

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