As notificações de estelionato cresceram 21,3% no primeiro semestre no Amazonas. Foram registrados 3.217 Boletins de Ocorrência (BO) pelo crime, de janeiro a junho. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM). Mais de 90% dos casos aconteceram em Manaus, com um total de 2.930 registros.

O estelionato é o nome que o Código Penal Brasileiro dá para golpes. Com a pandemia, a modalidade de crimes desta natureza cresceu. Nesses casos, os criminosos não utilizam a força para tirar vantagem da vítima, e sim um tipo de influência por meio de comunicação, a boa e velha “lábia”.

Usando esse tipo de artifício, o estelionatário consegue dinheiro, objetos pessoais dentre outros pertences da vítima, como explica o titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), delegado Denis Pinho. “Esses criminosos utilizam constantemente sites de anúncios de revenda. Desconfie se vê um chamativo fora da prática do mercado, fique atento, pois pode ser golpe”, alerta o delegado.

Até junho, foram efetuadas 21 prisões de estelionatários. Os números podem parecer pequenos, mas um só infrator é capaz de fazer centenas de vítimas. No último mês, uma quadrilha foi desarticulada durante a operação Aliquan, deflagrada em Manacapuru, equipes da DERFD e da Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos prenderam cinco membros de uma quadrilha, que causou prejuízos da ordem de R$ 500 mil a uma instituição bancária fazendo empréstimos fraudulentos em contas de laranjas.

As pessoas aliciadas para o esquema forneciam os dados pessoais, supostamente sem saber da prática dos empréstimos fraudulentos. Mas em troca recebiam uma recompensa. De acordo com Denis Pinho, as pessoas geralmente são atraídas por ofertas fora do comum e acabam se tornando vítimas.

“Com as restrições impostas pela pandemia, o cidadão teve que se readequar com as compras pela internet, usar aplicativos de revenda, consequentemente ficando mais exposto a esse tipo de delito”, ressalta Pinho. Quem for vítima de golpes deve formalizar o BO para que a Polícia Civil inicie as investigações. Isso pode ser feito na delegacia mais próxima ou pela internet, no site da Delegacia Virtual. O endereço é o https://delegaciavirtual.sinesp.gov.br/portal/. No caso do registro on-line, é importante anexar provas (prints, boletos falsos e outros documentos) necessárias para que assim possam iniciar as investigações.

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